Objetivos Gerais Objetivos Especificos Metodologia Cronograma Formas de Apoio Avaliação Movimentos Participantes |
BRAS-CUBA O projeto BRAS-CUBA surge, primeiramente, de quatro jovens que, com a companhia e os contatos de Frei Betto, tiveram na Ilha cubana uma experiência cultural e política bastante intensa. De volta ao Brasil, passaram a amadurecer a proposta de uma nova viagem à Ilha, desta vez, para alargar a experiência de diversos movimentos populares e organizações não-governamentais, dando início à coordenação deste projeto. Ao iniciarem a articulação do mesmo, logo receberam o apoio de personalidades e instituições brasileiras e cubanas, entre outros, de Frei Betto, de Gianfrancesco Guarnieri, do Consulado Cubano, do Instituto Cubano de Amizade entre os Povos, do Centro Cultural Elenko. Com o amparo do Memorial da América Latina, organizou-se em maio um primeiro encontro com os convidados à viagem. Os muitos movimentos e entidades presentes não apenas receberam bem a idéia, como resolveram encampá-la coletivamente. Foi então que nasceu o projeto BRAS-CUBA. BRAS-CUBA consiste em uma proposta de aprendizagem cultural e política plural, uma vez que reúne movimentos sociais das áreas de moradia, saúde, cultura, educação e urbanismo, instituições como pastorais e sindicatos, e organizações não-governamentais. BRAS-CUBA propõe uma experiência prática de intercâmbio Brasil-Cuba, visando criar uma oportunidade de reflexão e de aprendizagem diferenciada a atores sociais que, de outra maneira, dificilmente teriam esta possibilidade. O que se busca é propiciar um trabalho privilegiado de formação a partir do contato com a realidade e a história de um país único no mundo contemporâneo - Cuba. BRAS-CUBA visa ao desenvolvimento da postura crítica diante de uma realidade política e social diversa da brasileira, desenvolvida a partir do intercâmbio mediado pelos eixos educacional, cultural e político. Pretende-se assim avaliar diferentes alternativas e contemplar vantagens e desvantagens das mesmas, enriquecendo o aprendizado e a qualificação dos participantes. BRAS-CUBA objetiva levar 44 lideranças ou representantes de diversos movimentos e organizações sociais brasileiros a Cuba, por um período de 2 semanas, em fevereiro de 2001. Para tanto, estão sendo organizados encontros preparatórios e eventos coletivos com a finalidade de serem desenvolvidos sub-projetos e produções do grupo BRAS-CUBA. Até o presente momento, estas propostas consistem em:
BRAS-CUBA é pensado e organizado coletivamente, por todos os seus participantes. Por isso, o caminho a ser trilhado é o da elaboração conjunta. Os passos a serem dados são basicamente os seguintes: a) A manutenção de uma agenda de encontros de organização e preparação para a viagem; b) Criação de um fundo comum onde cada viajante deve contribuir com R$ 60 por mês durante os 7 meses de preparação; c) A organização do grupo em quatro comissões e suas responsabilidades: · Formação: agenda de encontros de preparação e formação · Comunicação: site e estratégias de divulgação do projeto · Eventos: promoção cultural do projeto e levantamento de recursos · Projeto: elaboração do projeto escrito BRAS-CUBA e captação de recursos d) Viabilização coletiva econômica e administrativa da viagem, conforme detalhado no item 6 adiante; 5.1. Programação de Atividades no Brasil a) Formação: (eventos confirmados) Setembro: História de Cuba – Clara Charf e José Mao Jr. Setembro: Cuba na atualidade – Frei Betto Outubro: Cultura na ilha de Cuba – Antonio Candido Novembro: História e política em Cuba – Emir Sader b) Comunicação Colocar o site no ar no mês de setembro Viabilizar editorialmente o projeto do livro Articular a agenda da exposição fotográfica para o ano de 2001 c) Eventos Espetáculo com a banda “Habana Livre” na casa de shows KVA em (confirmado) Um espetáculo com artistas da MPB no mesmo local (a confirmar os artistas) Apoio a eventos locais nas comunidades e entidades participantes do projeto d) Projeto Levar a proposta de BRAS-CUBA a potenciais apoiadores do projeto 5.2. Programação de Atividades em Cuba a) primeira semana: atividades coletivas (datas sujeitas a alterações) Partida: 4 de fevereiro de 2001, domingo 4 de fevereiro, domingo fim da tarde: chegada no Aeroporto Internacional José Martí, alojamento à noite: atividade cultural de acolhida 5 de fevereiro, Segunda-feira 6 de fevereiro, Terça-feira tarde: visita a Escola internacional de cinema 7 de fevereiro, Quarta-feira 8 de fevereiro, Quinta-feira 9 de fevereiro, Sexta-feira 10 de fevereiro, Sábado b) segunda semana: programação preparada pelo centro de educação popular do Instituto Martin Luther King, uma entidade não-governamental ligada à igreja protestante na Ilha. Previsão de 3 dias livres, para o aprofundamento de interesses específicos. Retorno: partida para o Brasil no dia 19 (chegada prevista para a manhã de domingo, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, SP) Para o levantamento inicial dos custos da viagem, consideramos os itens básicos, a saber, passagem aérea, hospedagem em Cuba e taxas oficiais (vistos e taxa de embarque). O preço da passagem é aquele referente à tarifa cheia da Cubana de Aviación, única empresa a fazer a ligação entre Brasil e Cuba. Os custos de hospedagem referem-se a uma estimativa de acordo com levantamentos feitos em Cuba. O visto cubano e as taxas de embarque no Brasil e em Cuba também estão computadas abaixo segundo os valores cobrados atualmente.
BRAS-CUBA nasceu com o compromisso selado entre seus participantes de viabilizar a viagem de todos os integrantes do grupo, independente de sua condição financeira. Considerou ainda importante um aporte financeiro mínimo por viajante, a ser provisionado seja pela entidade que representa, seja pessoalmente. Ficou acordado que aqueles que puderem contribuir mais, são estimulados a assim proceder. O fundo comum criado para arrecadar as contrapartidas dos viajantes deverá montar a cerca de R$ 20 mil, sendo a contrapartida mínima de R$ 420 por viajante. De toda maneira, o grupo se viu frente ao desafio de prover o montante total de R$ 55 mil, valor que completaria a necessidade de recursos para viabilizar a viagem. Para que esse projeto se realize, será fundamental contar com o aporte (apoio) de organizações e pessoas que valorizem o projeto BRAS-CUBA e sua proposta de formação educacional, cultural e política. Estamos propondo que este apoio possa se materializar das seguintes formas: · integralização dos custos da viagem de uma dupla de viajantes: apoio de US$ 1.350 (ou cerca de R$ 2.578) · integralização dos custos da viagem de um trio de viajantes: apoio de US$ 2.050 (ou cerca de R$ 3.915) As impressões e reflexões suscitadas pela experiência nos viajantes poderão ser avaliadas, de maneira específica, na qualidade dos produtos resultantes da viagem:
Está previsto também um grande encontro de avaliação de BRAS-CUBA para o mês de abril. Serão avaliados o processo coletivo de preparação e a experiência da viagem em si. Um relatório síntese das percepções será realizado e enviado a todos os apoiadores. Lista de Movimentos Sociais participantes do projeto BRAS-CUBA: 1) Ação pela Taxação das Transações Financeiras em Apoio ao Cidadão - ATTAC A ATTAC é uma organização internacional, iniciada na França, em 1998, por conta da crise financeira asiática. Um dos organizadores dos movimentos de Seattle (EUA) contra a Rodada do Milênio da Organização Mundial do Comércio, e das manifestações de Washington contra o FMI e o Banco Mundial. Faz parte do comitê organizador do Fórum Social Mundial (25 a 30 de janeiro de 2001 em Porto Alegre, RS). 2) Associação Minha Rua Minha Casa A Associação Minha Rua Minha Casa é um projeto sócio-educativo com moradores adultos de rua, surgida através de trabalhos iniciados nesta área em 1978. Existe desde 1996 e hoje desenvolve seus trabalhos num centro de referência à rua dr. Luad, 361, na Liberdade (tel: 270 5178). Atende a 150 pessoas por dia e até 50 pessoas em projetos específicos de saúde, moradia e geração de renda. 3) Artes Cênicas – Unicamp 4) Central de Movimentos Populares 5) Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos O Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos é uma entidade que trabalha com a questão da moradia no centro da cidade, geração de renda e povo da rua, através de assessoria jurídica e educadores, dando apoio aos movimentos de moradia e focando o trabalho principalmente nos moradores de cortiços e moradores de rua. 6) Cactus: Instituto de Educação e Cultura / Projeto Piá Desde 1997, o Cactus: Instituto de Educação e Cultura, formado por professores e estudantes da USP, estuda políticas públicas educacionais em busca de subsídios para o desenvolvimento de uma proposta pedagógica que permita a atuação para além dos domínios convencionais do ensino. O Projeto Piá é o reflexo destas pesquisas e tem como principal objetivo proporcionar às crianças uma formação para a emancipação. 7) Espaço Cultural Jardim Pantanal O Espaço Cultural Jardim Pantanal foi criado há aproximadamente três anos, veio se construir na região denominada Jardim Pantanal na zona leste de São Paulo, trata-se de um centro comunitário, um espaço de desenvolvimento para trabalho junto à população carente do local. Tem como missão abrir caminhos para o desenvolvimento social e educacional, buscando transformar e conscientizar o homem para um futuro melhor. Desde então, vem organizando-se e criando diversas atividades como: escola noturna para alfabetização de adultos; turmas de recreação infantil; turmas da Hora da Cultura complemento escolar para crianças; grupo de teatro; uma agência comunitária de correios; turmas de informática; aula de artesanato; atendimento à portadores de deficiências físicas e mentais, entre outros. 8) Grêmio Estudantil da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo - GFAU O GFAU atua junto a movimentos sociais de luta por moradia, como no Senemau (Seminário Nacional de Escritórios Modelo de Arquitetura e Urbanismo) e através do curso de mutirão e autogestão promovendo discussões e visitas de campo a mutirões autogestionados e ocupações de luta por moradia. 9) Grupo de Costura e Artesanato do Jardim das Pedras Nosso movimento teve inicio em Setembro de 98, quando algumas costureiras/artesãs de uma mesma rua se uniram com objetivo de melhorar os rendimentos do trabalho. O ganho, obtido no trabalho de "facão", era muito pouco e, às vezes, faltava trabalho. Os poucos conhecimentos que tínhamos sobre o cooperativismo já nos dava uma idéia do caminho certo para a solução dos nossos problemas. Procuramos o Fórum de Economia Solidária. Procuramos Assessorias diversas e estamos obtendo. Entre elas, citamos a Incubadora de Cooperativas Populares da USP que muito tem nos valido. 10) Laboratório de Habitação do grêmio da FAU-USP - LABHAB O LabHab é um núcleo do Grêmio dos alunos da FAU-USP, formado por alunos e professores, teve início às suas atividades em Março de 1997. Tem como objetivos suplementar através da extensão universitária as atividades de ensino e pesquisa desenvolvidas pela FAU. Possui como foco de atuação as complicadas realidades dos espaços habitados; desde sua formação realizou e vem realizando projetos de habitações para comunidades de baixa renda, reformas e ampliações de espaços comunitários, escola, levantamento de edifícios, creche, seminários, palestras, debates, entre outros. 11) Movimento Nacional dos Atingidos por Barragens – MAB O MAB existe há 10 anos e tem organização em todo o Brasil, estando articulado internacionalmente. Trabalha com as populações atingidas pela construção de usinas hidrelétricas. Defende o direito por terra, casa, indenização justa e ressentamento para as famílias impactadas. Também defende a preservação ambiental, a vida dos rios, matas e florestas. Organiza a população pelo exercício da cidadania. 12) Central Única dos Trabalhadores – CUT/SP O Setor de Formação Profissional da CUT/SP iniciou em 1999, cursos de qualificação e requalificação profissional articulados com a Central de Trabalho e Renda, que tem como missão principal articular políticas voltadas para a classe trabalhadora. 13) Organização de Auxílio Fraterno – OAF A OAF visa a organização e articulação dos moradores de rua, através de um trabalho de conscientização em relação a situações como álcool, drogas entre outros fatores que compõem a realidade de um homem que vive na rua. Trabalha com uma pedagogia própria obtida ao longo de 50 anos, detentora de um know-how que inclusive é exportado, trabalha em parcerias com a sociedade civil, são frutos dessas parcerias: COPAMARI(Cooperativa Paulista dos Catadores de Papel), Associação minha Rua Minha Casa, Casa de Oração do povo da Rua, entre outros. 14) Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares – Universidade de São Paulo Atua na formação e organização de Cooperativas Populares, é um projeto multidisciplinar de extensão universitária da USP e acredita que a formação de organizações de cooperativas é uma forma melhor de organização para o trabalho. 15) Fórum dos Cortiços e Sem Teto de São Paulo O Fórum existe desde 1994 para discutir e elaborar propostas para a região central da cidade de São Paulo. Sua atuação, em conjunto com outros movimentos de luta por moradia, tem possibilitado ocupações de prédios desocupados e evitado ações de despejo contra moradores de cortiços da região do centro. O lema do Fórum é: Ocupar, resistir e construir. 16) Pastoral Operária do ABC A Pastoral Operária do ABC representa em 1999/2000, quando completa 20 anos de atividades, seis das sete cidades da região do ABC paulista: Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá e Rio Grande da Serra, tendo em vista que em Ribeirão Pires não há grupos definidos como Pastoral Operária. A região possui aproximadamente trezentos militantes. Na década de 70, alguns cristãos se reuniram para refletir sobre os problemas dos trabalhadores e formar grupos para esse fim. Sua história remonta à década de 70. Em Mauá, a 3 de julho de 1973, o Conselho de Pastoral reuniu alguns casais para refletir sobre “Pastoral Operária e Evangelização dos trabalhadores”. Eram os chamados “grupos operários”, mais atuantes no Parque das Américas. Em 1975, surgiram grupos no Jardim Zaíra, que a exemplo daqueles do Parque das Américas, utilizavam, em seus encontros e palestras, projeções de slides e filmes sobre a vida operária, com enfoque especial para a realidade do interior das fábricas: falta de segurança, desrespeito às leis trabalhistas, pressões e demissões. Formaram-se então, os primeiros grupos de Pastoral Operária com assessoria de padres, religiosas e leigos (as), oriundos da ACO (Ação Católica Operária) e da JOC (Juventude Operária Católica). 17) Projeto Chico Mendes 18) USINA A USINA é uma assessoria técnica aos movimentos sociais que lutam por habitação. Formada por arquitetos, engenheiros, sociólogos, advogados e pedagogos, desde 1990 a USINA já assessorou diversas associações dos movimentos de moradia na construção de mais de 5 mil unidades habitacionais e no estabelecimento de novas formas de cooperação e auto-gestão. A USINA adota procedimentos participativos na discussão de projetos, opções tecnológicas e administração da obra, e conseguiu elevar o mutirão de seu patamar atrasado tecnicamente, restrito à construção de casas, tornando-o capaz de realizar edifícios com alta qualidade e precisão técnica, passo fundamental para o melhor aproveitamento dos terrenos, cada vez mais caros em São Paulo. A USINA também assessora municípios na formulação de políticas habitacionais com participação popular, como foi o caso recente de Belo Horizonte e Caxias do Sul. Atualmente estamos realizando com o MST o projeto do maior assentamento do país, em Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná. 19) Instituto de Estudos Monteiro Lobato O IEML é uma organização filantrópica, criada em 1985 para desenvolver
projetos de interesse social, cultural e ambiental em todo o Brasil. Tendo
sua sede no município de Taubaté-SP, tem realizado diversos projetos de
âmbito regional e nacional. Nos últimos anos, a difusão e implementação
de Sistemas de Atenção Primária à Saúde tem sido uma das preocupações
centrais do IEML. Desde 1989, o IEML tem apoiado os esforços dos agentes
comunitários de saúde. No mesmo ano, a entidade realizou um encontro em
Taubaté que reuniu várias das mais expressivas experiências com agentes
comunitários de saúde. Em junho de 1991, se realizou no IEML, uma reunião
pela regulamentação da profissão dos ACS, e foi firmado um convênio com
a UNICEF para a realização de um 21) Laboratório de Habitação e Assentamentos Humanos da FAUUSP 22) Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente "Mônica Paião Trevisan" 23) Comitê pela Democracia e Libertação dos Presos Políticos do MST 24) Centro de Educação Popular do Instituto Sedes Sapientiae 25) Consulta Popular 26) Movimento Unificado dos Pantanais da Zona Leste 27) Fórum Centro Vivo 28) Instituto Sou da Paz Nasceu da Campanha Sou da Paz de 1997, dos estudantes de direito da USP,
pelo desarmamento. Além da questão essencial de segurança pública que
representa a existência de armas de fogo nas mãos dos civis, havia um
valor simbólico de que para diminuir a violência, deviam ser atacadas
as causas e não o uso de um meio 29) Laboratório de Habitação e Assentamentos Humanos da FAUUSP 30) Movimento de Moradia Centro |
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